terça-feira, 22 de maio de 2012

Affordance


Affordance traduz-se assim: Atributos de um objecto que indiciam a um utilizador inexperiente a forma de o usar.

Na concepção deste puxador, o designer Tommaso Gecchelin baseou-se numa affordance óbvia: uma face plana significa “empurrar”, uma face não plana significa “não empurrar” ou seja “talvez puxar”.

A relação entre os atributos do objecto a forma de o utilizarmos nem sempre é assim tão óbvia, no entanto a simplicidade deste conceito torna-o particularmente interessante.

Artigo completo na Yanko Design.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Princípios de Design pelo governo de Sua Majestade


O governo inglês não só sabe o que é Design, como faz questão de o dizer ao mundo através do seu site oficial.

Os “Government Digital Service Design Principles” enunciados aqui, não são apenas a descrição dos princípios que governam o governo na criação dos seus serviços digitais, são uma lição para designers (e governos, já agora).

Excelente, ver aqui.

Bem vindos à Era do Design

Assim escreveu Adam Swann da Gyro, para a Forbes:

“All businesses, no matter what they make or sell, should recognize the power and financial value of good Design.”
O artigo inclui bocas à “elite esquisita” e ao Sr. Philippe Starck, apresenta outra vez a Apple como a epítome da “Design-led organization”, e recorre aos lugares comuns do costume.
Está tudo muito certo, sempre é um artigo de Design para o universo de leitores da Forbes de onde constam os maiores e os que querem ser, todavia questiono porque é que estando nós a viver a “Era do Design” se continuam a utilizar sempre os mesmos exemplos.


Artigo completo aqui.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Problemas de negócios? Chamem os designers.


Assim escreveu a Sra. Melissa Quinn para a FastCoDesign:

“Este ano assinala o terceiro aniversário do Rotman Design Challenge. Tudo começou como uma experiência única, organizada pelo Business Design Club da Universidade de Toronto para expor aos alunos do Master of Business Administration (MBA) da mesma escola o valor dos métodos de Design na resolução de problemas de negócios.

Este ano, a competição juntou equipas de outras escolas de MBA e também de algumas das melhores escolas de Design na América. Como júri da ronda final, eu tive oportunidade de ver em primeira mão as cinco melhores soluções ao desafio da competição: ajudar o TD Bank a fomentar relacionamentos vitalícios com os clientes estudantes e recém-licenciados, incentivando-os a ter comportamentos financeiros saudáveis.

Neste ano e no ano passado - os dois anos em que a Rotman convidou outras escolas a participar – os alunos das escolas de negócios foram arrasados pelos estudantes das escolas de Design. Das 12 equipas de Rotman deste ano, nenhuma delas chegou sequer à final. E enquanto apenas sete das 23 equipas concorrentes eram de cursos de Design (California College of Arts, Ontario College of Art and Design, e Universidade de Cincinnati), conquistaram os três primeiros lugares da competição, destruindo completamente os estudantes de MBA.

O que é que isto quer dizer?”

Não sei, mas colocar Designers contra Gestores (ou lá o que são os MBA's) não é de todo um bom caminho.
Em teoria, um estudante de MBA pode ter qualquer background, Design incluído.
Eu ainda acredito na multidisciplinaridade.
Ainda assim, gostei de ler.

Artigo completo na FastCoDesign.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Roubar como um artista


Resumidamente a ideia do autor, Austin Kleon é esta:

À excepção de Milo, o seu cão, qualquer pessoa pode ser criativa desde que se rodeie das coisas certas, isto porque nós somos uma “mashup” das coisas que vemos.

Tenho duas coisas a dizer: Não encontro um tradução decente para “mashup” e acho que há gente com menos criatividade que o cão do autor. De resto concordo em pleno.

How to Steal like an Artist em Monkeedesign.

É um livro? É um curso?


Mais um livro para o designer empreendedor.
Aliás, não é um livro, é um curso completo de Desenvolvimento de Produto.

“Como é que as empresas mais criativas e com mais sucesso do mundo encaram o desenvolvimento de produto? Segundo o autor, Andrea Belz, com uma “inovação disciplinada e implacável”.

Chapter 1. Ideation: Sources for New Product Ideas
 Chapter 2. Strategy: "If You Don't Know Where You're Going, You Might Not Get There"
 Chapter 3. Value Propositions: You Buy The Holes, Not the Drill
 Chapter 4. Finance: "I Will Gladly Pay You Tuesday For a Hamburger Today"
 Chapter 5. Intellectual Property: The Best Defense Is a Good Offense
 Chapter 6. Milestones: Ready, Get Set, Go/No Go!
 Chapter 7. Marketing: Why Build a Mousetrap If People Don't Have Mice?
 Chapter 8. Organization: Are You Dilbert?
 Chapter 9. Design: Click Where?
 Chapter 10. Engineering And Distribution: Getting the Job Done
 Chapter 11. Product Launch: The End Is the Beginning
 Chapter 12. Summary: Competing Today

Mais no Google Books

domingo, 8 de abril de 2012

Concurso IF Design Talents aka IF Concept Design Award


O concurso IF Design Talents,também conhecido como IF Concept Design Award, organizado pelos senhores do International Forum Design é talvez o concurso internacional de Design mais importante para estudantes e recém-licenciados.
A alguns dias da decisão final do júri (estava marcada para 1 de Abril), o media partner oficial Yanko Design divulgou aqui a sua própria selecção de 50 propostas.

Desta lista constam alguns casos sérios de resolução inteligente de problemas.

50 Shortlisted iF Design Talents 2012 Entries em Yanko Design
Site oficial dos IF Design Talents

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Startups, é assim que funciona o Design


Wells Riley, finalista de um curso de Design, decide dizer ao mundo e em particular às empresas em arranque o que é o Design e para que serve. A meu ver fá-lo muito bem.

Dava jeito um manifesto destes em português, dirigido às nossas startups, e já agora, às outras também (endups?).

Ver aqui.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não brainstormem, discutam!

Antes de ler isto, convém saber isto.

Já aqui se tinha falado da suposta falácia do brainstorming.
Os senhores da Continuum (que também já foram para
aqui chamados anteriormente) sustentam agora que a argumentação e a discussão acesa, a que chamam “discurso deliberativo” são a melhor forma de fazer nascer boas ideias.

As regras são simples: É permitido criticar, não há hierarquia (ninguém ganha), o grupo trabalha para um objectivo comum (suponho que não se discute a propriedade das ideias).
São bem capazes de ter razão.
Artigo completo na FastCo.

Frog FZ 750


Quem gosta de motos e Design achará interessante saber que em 1986 Hartmut Esslinger (da Frog Design) redesenhou uma Yamaha FZ 750 à qual chamou convenientemente "Frog FZ 750". Hoje, a Frog FZ 750 é ridiculamente plástica e volumosa face à magreza das motos actuais, mas nos early eighties, a estética futurística deste protótipo surpreendeu e inspirou outros fabricantes, veja-se a BMW K1 por exemplo.
Faz parte da colecção do SFMOMA (San Francisco Museum of Modern Art).

História completa aqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Evolução


A IDSA (Industrial Design Society of América) vai organizar um ciclo de 5 conferências em 5 cidades diferentes nos EUA dedicadas ao tema comum "Evolving Design Practices".

Jason Morris apresenta assim a conferência de Seattle (4 e 5 de Maio) cujo sub-tema é "Breaking Boundaries":

"Os designers industriais estão a atravessar as fronteiras de outras disciplinas, trazendo a sua perspectiva própria e única, utilizando o pensamento criativo e a abordagem centrada no utilizador para resolver problemas. Hoje, o Design industrial influencia diversas áreas, como a política, a interacção, a música, o cinema, a moda e as estratégias de negócios (…)"


Eu diria que os grandes mentores desta evolução foram os designers em busca de oportunidade e não as empresas, ainda que para que tal acontecesse tivesse existido necessariamente abertura à mudança no seio das mesmas e claro, designers capazes e motivados.
Mas ainda assim, a mudança parece ter sido ao nível social e eu arriscaria dizer que produtos como os da Apple tiveram um grande papel nesta revolução.

Tudo isto se passa na América, claro.

CiViTAS Bus


Hoje andei no CiViTAS Bus.
Para quem não sabe, o CiViTAS Bus é um mini-autocarro experimental desenvolvido em parceria pelo INEGI, DESIGNstudioFEUP e STCP que pretende ser uma forma de mobilidade limpa e económica (para já é gratuita) entre o pólo universitário do Porto, Hospital de S. João, FEUP e arredores.
O desenvolvimento de todo o projecto pode ser visto no blog DESIGNstudioFEUP Design Projects.
Tendo como base apenas uma volta ao (curto) percurso, o meu parecer em relação ao CiViTAS Bus é o que se segue:

(+)
Quando vi o CiViTAS aparecer na curva, a primeira impressão que tive (além de o achar mais pequeno do que parecia nas fotos do blog) foi a de que se tratava de um veículo ágil e rápido, com um aspecto radicalmente moderno, mas perfeitamente integrado no contexto urbano.
A ideia de “mobilidade” ficou claramente implícita no primeiro olhar, mas em movimento tornou-se óbvia uma vez que o CiViTAS é quase tão ágil como um automóvel ligeiro.
No interior, apenas o piso é revestido, todo o resto permanece em “cru” revelando a textura da fibra e os reforços de uma estrutura cuidadosamente projectada e executada. O resultado, além da leveza, é uma simplicidade bastante agradável.
O número de lugares sentados e a área para lugares em pé estão perfeitamente equilibrados no espaço interno do veículo e adequados à natureza do percurso, o mesmo se pode dizer da tipologia dos assentos – simples e rígidos.
As barras de apoio disponíveis permitem que o utilizador tenha sempre apoio em qualquer ponto do autocarro (pude prová-lo).
Um olhar atento a alguns detalhes revelou que foram alvo de uma atenção cuidada.
Simples, equilibrado e adequado.

(–)
Apesar das áreas abundantes em vidro fazerem “respirar” o habitáculo, o espaço é na verdade fechado e o ar abafado que se sentia não deixava dúvidas, o sistema de climatização estava claramente “a bombar” e tudo isto teria menos importância se não estivéssemos apenas num dia quente de Março, muito longe do verão.
O triste e desgastado tablier do Toyota Coaster original não está à altura do acabamento cuidado dos restantes pormenores do CiViTAS.

As paragens é que de certeza não pertencem ao mesmo projecto.

A plataforma elevada parece ter sido trabalhada com o mesmo cuidado e atenção ao detalhe com que se faz o palanque de um arraial de província. Materiais reaproveitados? Controlo de custos? A natureza temporária do CiViTAS? Acredito que haja uma óptima explicação, mas o grande problema nem sequer é esse: o facto de haver uma escada para acesso à plataforma e não uma rampa inviabiliza qualquer intenção de acessibilidade, o que acaba por ser um revés na filosofia global do projecto.

Como disse, pode ser visto no blog do DESIGNstudioFEUP e ainda aqui.

terça-feira, 6 de março de 2012

Objectificado


Realizado por Gary Hustwit (o mesmo de Helvetica) e apresentado em 2009, o filme Objectified é essencialmente um documentário sobre Design Industrial.
Fala da relação complexa entre as pessoas e as centenas de objectos fabricados que, sem se aperceberem, utilizam todos os dias. Por extensão fala as pessoas que os criaram.
Disserta sobre as motivações e os processos pessoais dos designers e dos consumidores, fala de identidade, consumismo, sustentabilidade, etc.
Os intervenientes são pessoas Grandes, está tudo dito.

Começa assim:

“Quando vemos um objecto, numa questão de segundos, fazemos tantas afirmações sobre ele: o que faz, quão bem vai fazê-lo, qual é o peso, quanto achamos que deve custar. O objecto testemunha sobre as pessoas que o conceberam, pensaram nele, desenvolveram, fabricaram (...) Cada objecto, intencionalmente ou não, fala de quem o colocou ali.”

Pode e deve ser comprado na loja online a partir do site oficial.

Também está no Youtube, em qualidade ranhosa e legendado por amadores (no mínimo).

Há designers que nunca viram (!).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Design Inclusivo


Inclusive Design, Design for All e Universal Design são 3 formas diferentes de dizer a mesma coisa: uma aproximação ao Design em que o designer procura assegurar que os seus produtos (ou serviços) satisfazem o maior grupo possível de utilizadores independentemente da idade ou das limitações físicas.

Dizem os senhores do Design Council que esta filosofia de Design foi impulsionada por dois factores: o envelhecimento da população e o crescente movimento de integração das pessoas com deficiência nos meios sociais.
No fim de contas, o produto/serviço desenvolvido nesta perspectiva acaba por servir melhor a todos os utilizadores acabando por funcionar como integrador de gerações e pessoas.

O Design Inclusivo, Design para Todos, Design Universal ou whatever parece-me uma forma óbvia e necesária de criação de valor (qualidade de vida) através do Design e do re-Design.

Num dos mais importantes núcleos mundiais de educação em Design (Royal College of Arts) e associado ao Design Council, está o Helen Hamlyn Centre for Design, um centro de investigação em Design Inclusivo, em cujo site estão disponibilizadas gratuitamente todas as publicações resultantes do seu trabalho.

Simplesmente imperdível aqui.

A imagem veio daqui.

QWERTY (Update)


O facto de os teclados dos computadores do sec. XXI manterem a configuração do teclado da primeira máquina de escrever da história é uma anormalidade notável em termos de evolução de interface, principalmente se considerarmos que a fórmula QWERTY não tem qualquer razão de ser senão a ineficiência mecânica da primitiva geringonça.
E não é só a ordem estúpida das letras, reparem que até as teclas do vosso teclado continuam desalinhadas tal como na máquina original, só que nesse caso era por causa das alavancas por baixo das teclas... e agora é por causa de quê?

Saibam a história toda aqui.

Tendo em conta a universalização da coisa já não haverá muito a fazer. Agora em relação ao teclado que temos na nossa frente, alguém usa ou sabe para que serve a tecla “Pause Break”? E o “Caps Lock” vale o espaço que ocupa no teclado?
Ousará algum fabricante mexer na “interface universal” (sinceramente espero que sim).

Artigo completo na Slate.

A imagem é da patente americana 207,559 de 1878 e pode ser vista aqui.

Entretanto descobri que os franceses e os belgas ficaram-se pelo AZERTY e que em Portugal houve uma coisa tenebrosa chamada HCESAR (cheguei a ver máquinas de escrever assim).

Todos os layouts de teclado actuais na Wikipedia.

domingo, 4 de março de 2012

Vou ao IKEA comprar uma casa e já volto


Se a IKEA distribuísse os seus móveis já montados a partir da fábrica estaria a expedir contentores parcialmente cheios de ar, o que não seria muito lucrativo. O flat-packing é um dos vários "segredos" do sucesso ($$$$$) dos suecos.
Até aqui nada de novo, todos nós já passámos tardes de domingo a montar estantes e armários.

O que é de facto novo é a casa que a IKEA apresentou no Portland Home and Garden Show. Desenvolvida pela Ideabox, que já faz este tipo de casas há algum tempo, a casa de apenas um quarto é vendida em flat-pack e seguindo a filosofia da loja é suposto ser transportada e montada pelo comprador.

O "IKEA name" desta casa é Aktiv e não me parece que caiba na parte de trás do carro.

Notícia aqui.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Co-work


É certo que ainda está mais ou menos no início, principalmente a norte, mas já existem bons espaços de co-work (há quem escreva Cowork) em Portugal.
São 10 sítios em Lisboa e (só) 4 no Porto, num total de 21 pelo país fora.
Uma secretária, uma sala de reuniões, espaço, pessoas e mais coisas, tudo a preço de amigo. Os co-workers mais frequentes são sem dúvida os designers, depois há os tradutores, os arquitectos, os programadores e os jornalistas. O melhor desta fórmula é sem dúvida o networking interdisciplinar.

Em Co-work Portugal lê-se:

"Trabalhar em casa, sozinho, sem horários, é o sonho de muitos.
No entanto, ao enfrentar esta realidade, rapidamente se perde o ritmo de trabalho, misturando a vida pessoal com a profissional, criando um ciclo vicioso e entediante.
O co-work é a partilha de um espaço, entre profissionais de diversas áreas, com o objectivo de partilhar conhecimentos, mantendo um ritmo de trabalho independente!"

Site do Co-work Portugal.
A foto veio daqui.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Astro Studios


Localizados em San Francisco, dizem-se no epicentro do Design e da tecnologia. De facto em San Francisco há mais designers por metro quadrado que em qualquer outra parte do mundo (Seoul?).

Há algum tempo que sigo o trabalho destes senhores:

"We create multi-dimensional brand experiences that define popular culture. They are functional revolutions wrapped in aesthetic joy. They incite lust and invoke covetous feelings in the non-possessor. They are the seeds from which new industries grow.
All missions possible."

Site oficial dos Astro Studios.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Seminário Rhino 3D na UA

Dizem que o Rhino é tipo o Alias (da Autodesk) com vários zeros a menos. Digo eu que é quase, quase verdade (e nem falo da péssima usabilidade do segundo).

Seminário sobre o software de modelação Rhino 3D organizado pelo departamento de engenharia civil (!) e realizado no auditório do departamento de engenharia mecânica da universidade de Aveiro, dia 29 de Fevereiro.

Diz aqui que "Este seminário tem como objectivo dar a conhecer este novo programa, no âmbito das ferramentas digitais avançadas para a conceção de projetos". Novo? Alguém se enganou ou então tem estado adormecido há pelo menos12 anos...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tokyoflash


O primeiro relógio de pulso foi criado pelo Sr. Patek Phillippe e era só para senhoras (o verdadeiro macho só usava relógio de bolso), nos anos 50 a Seiko e a Epson (!) começaram a desenvolver o relógio de quartzo que surgiu na década seguinte com os tradicionais ponteiros, o primeiro mostrador digital de led's foi apresentado em 1970 pela Pulsar.
No entanto diga-se que a ideia de um "mostrador digital" já não era 100% nova uma vez que já desde os anos 20 existiam relógios mecânicos digitais - sem ponteiros entenda-se.

E isto foi apenas a introdução a isto.

Tokyoflash é uma espécie de mostruário da reinvenção sucessiva da interface que nos diz que horas são.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

10 questões para o primeiro produto

Josh Macallister da Solid Design escreveu assim para a Product Design Hub.

Há cursos de Design dito "industrial" onde não se aprende sobre "desenvolvimento de produto", há designers para quem isso não interessa, mas também há designers interessados em desenvolver produtos complexos, que vão de facto ser produzidos industrialmente, vendidos no grande mercado junto com a concorrência, produtos de base tecnológica, etc (isto para não dizer “produtos a sério”).

Para esses apresentam-se 10 questões essenciais que levantam o véu àquilo que são as preocupações e os procedimentos do desenvolvimento de produto:

"Ten essential questions for anyone developing their first product":

1 - Quem vai comprar?
2 - Há clientes potenciais?
3 - Há concorrência?
4 - Porque é que este produto é melhor?
5 - A ideia pode ser protegida?
6 - Quais são as normas a cumprir?
7 - Como é que vai ser fabricado e vendido?
8 - Quanto vai custar?
9 - Como é que se vão pagar os custos?
10 - Há um plano?

Artigo completo na Product Design Hub.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

eeeeFUN


Em Maio do ano passado, o designer holandês Rob Wolkers apresentava assim o projeto eeee-Fun.
Em Janeiro deste ano, a eeee-Fun aconteceu mesmo (inveja) e no fim de semana passado tive oportunidade de a ver ao vivo.

A eeee-Fun pode ser personalizada aplicando-se nos painéis laterais a na frente imagens disponibilizadas no site ou uma outra imagem qualquer, embora a qualidade da impressão não seja impressionante (pelo menos nos modelos que vi).

Tem coisas interessantes e outras apenas giras: painel programável de leds na frente, ligação bluetooth para smartphone, leitor de cartões SD, saída de som para auscultadores (que a DGV proíbe...).

O modelo #e80 acaba por ser o único capaz de rivalizar com um motor de explosão de baixa cilindrada, com uma velocidade máxima de 80 km/h, autonomia de 120 km e tempo de carga de 3-4 horas.
Já se pode comprar em Portugal através do importador ibérico.
Infelizmente o preço (como se esperava) é um pouco elevado (a #e80 custa 3700€ + personalização e etc.)

Site oficial da eeeeFUN

eeeFUN ibérica no FB

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ordem dos Designers

Estamos há mais de um mês em 2012 e lembrei-me disto.

Quem tem dúvidas sobre se deve ou não deve haver uma "Ordem" tem que ouvir este podcast até ao fim.

Brainstorming é trêta.


Quando Alex Osborn inventou o processo criativo a que chamou brainstorming algures na década de 40, fê-lo por achar que os seus criativos não o eram suficientemente quando pensavam sozinhos.

Entretanto fomos aprendendo e ensinando que o livre e não censurado chorrilho de ideias (e bacoradas) em grupo é a melhor (e mais democrática) forma de fazer nascer soluções criativas.

Agora, quando até os engenheiros começavam a achar piada à coisa, alguém vem revelar ao mundo que na década de 50 já se faziam testes que demonstravam que Osborn estava errado e que o brainstorming (B.S.) afinal era B.S. (bullshit).

Parece que a dinâmica de grupo afeta negativamente o potencial criativo de cada indivíduo. Acredito plenamente.

Artigo completo na FastCo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Veeco (Update)


A VE apresentou no dia 3 de Fevereiro em Lisboa o modelo pré-produção do Veeco.

A avaliar pelas imagens divulgadas e pela informação do site oficial, até parece que assistimos a um processo de desenvolvimento de produto como deve ser: estruturado, multi-disciplinar, com tomadas de decisão e argumentos bem sustentados, será verdade?

Mais comentários só depois de ver ao vivo e talvez fazer um test drive, o que se espera vir a acontecer brevemente.

Confirmem no site oficial do Veeco.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bestas à deriva


Theo Jansen tinha que ser mencionado neste blog um dia.

O que me faz acompanhar e revisitar constantemente a obra de Jansen é o facto de a mesma não se enquadrar nos parâmetros típicos da arte, do Design ou da engenharia. Eu diria que se trata de algo que se desenvolve ao lado de tudo isso (ou acima).

Os mecanismos que fazem mover as criaturas de Jansen são brilhantemente low tech e no entanto não se pode negar que se trata da mais pura inovação. Quem acredita que a simplicidade aproxima a obra da perfeição terá que concordar que este criador está no caminho certo.

Brevemente veremos máquinas com pernas de Strandbeest em vez de rodas, duvidam?

Tudo explicado aqui.

Theo Jansen na TED.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

QWERTY


O facto de os teclados dos computadores do sec. XXI manterem a configuração do teclado da primeira máquina de escrever da história é uma anormalidade notável em termos de evolução de interface, principalmente se considerarmos que a fórmula QWERTY não tem qualquer razão de ser senão a ineficiência mecânica da primitiva geringonça.
E não é só a ordem estúpida das letras, reparem que até as teclas do vosso teclado continuam desalinhadas tal como na máquina original, só que nesse caso era por causa das alavancas por baixo das teclas... e agora é por causa de quê?

Saibam a história toda aqui.

Tendo em conta a universalização da coisa já não haverá muito a fazer. Agora em relação ao teclado que temos na nossa frente, alguém usa ou sabe para que serve a tecla “Pause Break”? E o “Caps Lock” vale o espaço que ocupa no teclado?
Ousará algum fabricante mexer na “interface universal” (sinceramente espero que sim).

Artigo completo na Slate.

A imagem é da patente americana 207,559 de 1878 e pode ser vista aqui.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Silêncio, por favor.


O carácter sobre a personalidade – finalmente alguém questiona os modelos atuais de trabalho e liderança.

“From Gandhi to Joe DiMaggio to Mother Teresa to Bill Gates, introverts have done a lot of good work in the world. But being quiet, introverted or shy was sometimes looked at as a problem to overcome.”

Artigo completo na NPR (a imagem é da Wikipedia Commons).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

One man band

Quem acredita no auto emprego tem que conhecer Chris Guillebeau.
Aqui lemos sobre como criar (e manter) uma micro-micro-empresa constituída apenas por uma pessoa.
Dicas pouco convencionais, próprias para designers portanto.

“You can often do more by doing less. What you give up is just as important as what you hang on to—and besides, choosing to be very small in business is fun.”

Tweeter de Chris Guillebeau.

Artigo completo na DesignTAXI.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Continuum


Estes senhores receberam 36 prémios de Design em 2011, incluindo 7 prémios da IDSA e um Red Dot.
A Continuum explica-se assim: “We partner with our clients to discover powerful ideas, and to realize them as services, brand experiences and products that improve peoples lives and grow businesses.”
A equipa desdobra-se em “n” capacidades, esta multi-multi-disciplinaridade (é um erro ortográfico propositado) aliada ao conceito acima descrito demonstra ser a melhor fórmula.

Site oificial da empresa.

Artigo completo na ICSID.

O produto na imagem é o computador XO, criado para a organização OLPC.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sanita 2.0


Em 1978, o presidente dos EUA, Jimmy Carter, foi forçado a interromper as suas responsabilidades de “leader of the free world” devido às fortes dores que lhe provocavam as hemorróidas. Posteriormente, para a revista Time, o médico Michael Freilich explicava mais ou menos assim o problema do presidente: “Nós não fomos feitos para nos sentarmos em sanitas, é suposto agacharmo-nos no mato.”
Muito provavelmente tinha razão.

A sanita como a conhecemos hoje surgiu apenas a meio do séc. XIX e evoluiu de uma espécie de cadeira que os nobres usavam nos seus quartos, desenvolvida principalmente para evitar a postura de agachamento das pessoas do povo.
Não foi a melhor motivação de Design.

Proponho este artigo na Slate.

A imagem acima é deste produto (há uma designação para este tipo de vídeos: NSFW)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Kodak Lie


Toda a gente está convencida que sabe a razão do fim anunciado da Kodak.
Dizem coisas do tipo “teve a ver com o facto de a empresa nunca se ter adaptado à era da fotografia digital”. Errado.

Em 1975 a Kodak criou a primeira câmara digital de sempre e patenteou esta tecnologia e outras, das quais ainda hoje é proprietária… Afinal o que é que correu mal? Uma pista: Gestão da Inovação.

Descubram aqui.

Kodak.pt

Kodak's First Digital Camera no Retro Thing.

Patente 4131919 - Electronic Imaging Apparatus (Google Patents)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SOPA e PIPA (?)

 
De um lado estão a Disney, a Universal, a Paramount, a Sony, a Warner Bros, as TV’s e as editoras em geral, do outro está o resto do mundo.

Apelando ao valor da propriedade intelectual (os autores, esses não falam por si próprios), pretendem fazer levar dois projetos de lei à aprovação do senado americano (SOPA - Stop Online Piracy Act e PIPA - Protect IP Act) que visam a censura da Internet.

E não se trata de proteger os nossos meninos dos males da pornografia ou coisa que o valha, é mesmo só por causa dos filmes e dos mp3…

A serem aprovadas, (nos EUA e no resto do mundo, já que a Internet não tem fronteiras) o resultado será a eliminação imediata de sites que contenham ligações ou permitam encontrar ligações a conteúdos piratas (adeus Google) e penas de prisão até 5 anos para os infratores (adeus Larry Page).

A Casa Branca já deu o seu parecer negativo a tais projetos de lei. O resultado seria uma censura à Internet parecida com a que sucede na China ou no Irão (e a criação óbvia de uma rede alternativa de servidores não censurados).

Na realidade é um filme repetido, já aconteceu no passado com as cassetes (!), os VHS e os MP3.

Como forma de protesto, algumas entidades apagaram os seus sites temporariamente.

Pormenores aqui.

Veeco


Estamos a 15 dias da apresentação do Veeco.
Uma vez que a VE tem apostado no silêncio (quase) total, não há muito a avançar em relação ao projeto.

Pela silhueta mostrada no site oficial e no Facebook, aparenta ser um 3 rodas tipo Peugeot 20Cup, ou então um 4 rodas (com as rodas de trás muito juntinhas) tipo Peugeot EX ou  Opel One Euro.

Resta dizer que é um produto desenvolvido em Portugal, e isso por si só já é meritório.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Designed in China


Ou seja, esqueçam o “Made in China”.
Vai ser um processo difícil para as mentes ocidentais, trocar a imagem do produto chinês fraco e contrafeito por produto original de qualidade.

Embora a democracia seja ainda uma miragem na China, a democratização da informação e da formação já fez nascer uma geração renovada de chineses muito diferente dos seus pais e avós. Com a mesma vontade de fazer, produzir e vender, mas com uma nova ferramenta em mãos, o Design (!).

Artigo completo na Productdesignhub.

Site do 2011 China's Most Sucessful Design Awards.

Universal Methods of Design

 
Foi o próprio Lidwell (o autor deste livro) quem recomendou hoje no seu Tweeter.

“Universal Methods of Design – 100 ways to Research Complex Problems, Develop Innovative Ideas, and Design Effective Solutions”, a ser publicado a 1 de Fevereiro.

David Sherwin (Frog) disse:"Universal Methods of Design is an immensely useful survey of research and Design methods used by today's top practitioners, and will serve as a crucial reference for any designer grappling with really big problems. This book has a place on every designer's bookshelf, including yours!"

Na Amazon há o preview do costume e restam 20 exemplares “pre-pub” para venda.

Parece-me bem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cultura da bicicleta


O site www.bikingculture.com, acabadinho de abrir, pretende ser uma espécie de “thesartorialist” das bicicletas.

Procuram fotógrafos que possam contribuir com fotos de pessoas e bicicletas com estilo em contexto urbano (trabalho pago, claro).

Perguntas, respostas e propostas para o email infogate@comcast.net.

Se estivéssemos na Holanda ou na Dinamarca era só sair à rua e disparar, por cá só apanhamos SUV’s e carrinhas SW só com o condutor e isso não tem estilo rigorosamente nenhum.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

OSCar eO – um elétrico no Dakar


A OSC é uma pequena empresa da Letónia que tem vindo a desenvolver carros de rally desde 1983.
Os OSC tornaram-se conhecidos pela participação no Dakar tendo terminado sempre este rally desde a primeira participação em 2003.

Este ano a OSC fica na história ao apresentar o primeiro carro elétrico de sempre a participar na mítica prova, considerada uma das mais duras do mundo.

Hoje, 16 de Janeiro de 2012, a uma etapa do fim da prova (283 kms), o piloto Maris Saukans e co-piloto Didzis Sarins ainda não constam da lista dos desistentes e ocupam um venerável penúltimo lugar!

Resumidamente o OSCar eO é um OSC igual aos outros mas carregado de baterias de lítio e com dois motores elétricos.
A baixa autonomia (cerca de 300km numa etapa pouco acidentada) não é suficiente para as etapas mais longas (perto dos 800kms), daí que o OSCar eO tenha um gerador elétrico a bordo para carregamento “on the fly” das baterias, o gerador é acionado por um motor de combustão interna.

O objetivo é realizar o maior número possível de quilómetros antes de recorrer ao gerador, de qualquer forma a propulsão do veículo é totalmente eléctrica.

Nas palavras do criador deste projeto, o engenheiro Andris Dambis “utilizamos um gerador a gasolina apenas porque não há tomadas no deserto”.

Mais informação no site da OSC e no site específico do OSCar eO.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dados antropométricos online


Ergonomia, usabilidade, interfaces, acessibilidade (e mais), são questões associadas à competência do designer industrial e é aí que entra a pesquisa de dados antropométricos.

Disponibilizado pela Universidade Técnica de Delft (Holanda) o DINED é uma base de dados antropométricos online gratuita e bastante completa.

Como é óbvio, grande parte da informação diz respeito à população holandesa, mas existem também dados relativos a grupos internacionais.

Bastante útil – DINED Beta V2.5

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Design no Kickstarter



E já que falámos no Kickstarter (v. post anterior), vale bem a pena ocupar umas boas horas a ver os projetos que constam na secção Discover/Design, Staff picks.

Design e empreendorismo - parece-me óbvio...


Mas ainda nem toda a gente descobriu isso (incluindo muitos designers).

Neste artigo refere-se a competência do designer dentro da empresa como sendo "model and inspire Design thinking within the company".

Ler o artigo completo na Fastcodesign.

E como funciona o tal "Design thinking" na criação da própria empresa?

Afinal muitas das grandes empresas tech-based da atualidade foram criadas por designers. Designer Founders é um livro que será editado brevemente com história destes empreendedores. O próprio livro é financiado pela Kickstarter - uma das empresas em questão.

Ligado ao mesmo grupo, o Designer Fund pretende apoiar designers na criação das suas próprias empresas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pesquisa de Patentes Online


“Uma patente e um modelo de utilidade são direitos exclusivos que se obtêm sobre invenções (soluções novas para problemas técnicos específicos).
Ou seja, é um contrato entre o Estado e o requerente através do qual este obtém um direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, tendo como contrapartida a sua divulgação pública.” (site do INPI)

A pesquisa de patentes num processo de desenvolvimento de produto, serve não só mas também, para nos levar à conclusão realista que não somos propriamente génios.
Serve também para fazer investigação de modelos e soluções, o que os americanos chamam “studying the prior art”.

Em Portugal, a entidade responsável pelo registo de marcas, patentes/modelos de utilidade e Design/desenho ou modelo é o INPI.

Os seguintes sites são ferramentas gratuitas de pesquisa de patentes. A pesquisa por designers revela algumas surpresas (como por exemplo a casa Dymaxion do Buckminster Fuller, na imagem):

Pesquisa de patentes do Google (patentes americanas)

www.patents.com (patentes americanas)

WIPO – World Intelectual Property Organisation (Pesquisa de patentes internacionais - Patent Cooperation Treaty)

www.freepatentsonline.com (patentes americanas, japonesas e WIPO-PCT)

E depois também há as patentes estúpidas que podem ser consultadas aqui.

O processo criativo (infografia)


Infografia do dia na Fastcodesign.
O processo criativo segundo a Virus Comix.

Com alguma razão, a autocrítica parece ser o maior adversário (e simultaneamente o maior aliado) do criativo.

A ver aqui.

Design industrial é conhecimento de materiais. Dito. (Update)


No mínimo é vontade de os conhecer e certamente vontade de os manusear (algum lirismo aqui).

Assim sendo seguem 9 links para sites direcionados especificamente ao designer industrial em busca de materiais:

Esta livraria online tem mais de 4500 materiais inovadores. Todos os meses são avaliados e acrescentados 50 novos materiais. Para aceder à livraria é necessário o pagamento de um valor de subscrição anual de $250. De qualquer forma, a julgar pelo preview disponibilizado , para profissionais vale perfeitamente a pena.

Neste site, bastante simples de utilizar, pode pesquisar-se por produto, material ou processo.
 
No cabeçalho do blog de materiais e processos da Industrial Designers Society of América está escrito: “Helping Designers learn how to actually make the stuff they design”. Não é preciso acrescentar mais nada.

Azom significa "livraria de materiais de A a Z". A pesquisa pode ser feita por materiais, aplicação, indústria ou fornecedor.

Neste site, a ferramenta Material Explorer (registo gratuito) permite pesquisar também por qualidades sensoriais e propriedades técnicas.

Estes senhores definem-se com uma loja de materiais à espera das nossas ideias. Grande variedade de materiais agrupados de forma lógica e de procura fácil, só é pena estarem na Alemanha.

Bio + Polymer = bio polímeros agrupados por matéria prima e outros dados interessantes.

Outra empresa interessada em oferecer serviços de consultoria em materiais. O melhor deste site é o blog onde em torno dos materiais se cruzam Design e sustentabilidade.

O conceito “Craddle to Craddle” (em oposição a “Craddle to Grave”) significa, nas palavras destes senhores “Using biological and technological nutrient cycles, the right materials are brought to the right place at the right time”.

O IDES Prospector é uma base de dados de plásticos para uso profissional (paga). Neste site, mesmo sem subscrever o Prospector é possível consultar alguma informação sobre plásticos, fabricantes e propriedades.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Outra vez o esboço


Já que falámos de “Sketching User Experiences” de Bill Buxton, a Designboom apresenta aqui uma análise do livro com fotos de algumas páginas.

Fiquem com “a definition of sketching” (página 111):

Quick: A sketch is quick to make, or at least gives that impression.

Timely: A sketch can be provided when needed.

Inexpensive: A sketch is cheap. Cost must not inhibit the ability to explore a concept, especially early in the design process.

Disposable: If you can't afford to throw it away when done, it is probably not a sketch. The investment with a sketch is in the concept, not the execution. By the way, this does not mean that they have no value, or that you always dispose of them. Rather, their value depends largely on their disposability.

Plentiful: Sketches tend not to exist in isolation. Their meaning or relevance is generally in the context of a collection or series, not an isolated rendering.

Clear vocabulary: The style in which a sketch is rendered follows certain conventions that distinguish it from other types of renderings. The style, or form, signals that it is a sketch. The way that lines extend through endpoints is an example of such a convention, or style.

Distinct gesture: There is fluidity to sketches that gives them a sense of openness and freedom. They are not tight and precise, in the sense that an engineering drawing would be, for example.

Minimal detail: Include only what is required to render the intended purpose or concept. Lawson (1997, p.242) puts it this way: "... it is usually helpful if the drawing does not show or suggest answers to questions which are not being asked at the time." Superfluous detail is almost always distracting, at best, no matter how attractive or well rendered. Going beyond "good enough" is a negative, not a positive.

Appropriate degree of refinement: By its resolution or style, a sketch should not suggest a level of refinement beyond that of the project being depicted. As Lawson expresses it, "... it seems helpful if the drawing suggests only a level of precision which corresponds to the level of certainty in the designer's mind at the time."

Suggest and explore rather than confirm: More on this later, but sketches don't "tell," they "suggest." Their value lies not in the artifact of the sketch itself, but in its ability to provide a catalyst to the desired and appropriate behaviors, conversations, and interactions.

Ambiguity: Sketches are intentionally ambiguous, and much of their value derives from their being able to be interpreted in different ways, and new relationships seen within them, even by the person who drew them.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Sr. Donald


Donald Norman (The Design of Everyday Things, Emotional Design, The Design of Future Things, Living with Complexity, etc.) tem um site pessoal cuja consulta aprofundada é altamente recomendável a quem se interesse por desenvolvimento de produto, Design centrado no utilizador, usabilidade e afins.

Na secção “Essays” pode ler-se entre muitas outras coisas, os posts que publicou na Core 77, incluindo este e este.

A secção “In Praise of Good Design” (onde consta o produto acima ilustrado) também merece consulta.

P.S.
Don Norman passou por Lisboa na conferência UXLX do ano passado (e pela Interact 2011) mas tão cedo não volta (embora a foto do próprio sirva de ilustração à lista dos oradores deste ano), por outro lado o Sr. Bill Buxton, autor deste livro, vai lá estar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Esquisso, debuxo, bosquejo...


E que tal trocar de vez em quando o rato por qualquer coisa que risque?
O esboço é a ferramenta de comunicação mais importante do designer industrial.

Em idsketching, um weblog dedicado exclusivamente ao sketching para designers industriais, há sketches (óbvio), dicas técnicas, links e vídeos.

Em designsketching (Keeos Design books) são apresentados dois livros para compra online:
Learning Curves - an inspiring guide to improve your Design sketch skills e Design Sketching - Including an extensive collection of inspiring sketches by 24 students at the Umeå Institute of Design.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Copiar é o melhor elogio. Ou não.


 A Marchi é uma empresa sediada em Viena que fabrica e vende autocaravanas de luxo.
Segundo a Designboom, os senhores designers que fizeram isto chamam-se Jens Scheiwe e Mario Marchi.

Munari diria que "De facto, o luxo é uma manifestação de estupidez", mas a questão que interessa neste caso é: O que terá Luigi Colani a dizer sobre isto?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O macaco dos inquéritos


Uma ferramenta de inquisição acessível ao comum dos designers.

Um processo estruturado de desenvolvimento de produto (ou um processo independente de Design industrial) pressupõe, numa fase inicial, a identificação das necessidades dos clientes, possíveis clientes, utilizadores, possíveis utilizadores, etc.
Nas fases posteriores, os mesmos voltam a ser consultados para refinamento do Design.
Os inquéritos são a forma de obter esses dados.

O site Survey Monkey permite criar e apresentar inquéritos ao público de forma acessível e, tendo em conta os casos apresentados (Samsung, Toyota…), aparentemente credível e efetiva.

Já a tradução automática do site para português deixa muito a desejar.

Cassina


Cassina e “história do Design” são praticamente a mesma coisa (pensando bem até nem há assim tanto exagero nesta afirmação).

Anyway, o site da Cassina é bastante interessante, a verdadeira pérola é a página que apresenta os designers que colaboraram com a marca, com links para as respetivas biografias.

Igualmente interessante é a visita virtual à secção de carpintaria da fábrica, onde se podem observar os processos de produção semi-artesanais.

A consultar aqui.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Design industrial é conhecimento de materiais. Dito.


No mínimo é vontade de os conhecer e certamente vontade de os manusear (algum lirismo aqui).

Assim sendo seguem 8 links para sites direcionados especificamente ao designer industrial em busca de materiais:

Esta livraria online tem mais de 4500 materiais inovadores. Todos os meses são avaliados e acrescentados 50 novos materiais. Para aceder à livraria é necessário o pagamento de um valor de subscrição anual de $250. De qualquer forma, a julgar pelo preview disponibilizado , para profissionais vale perfeitamente a pena.

Neste site, bastante simples de utilizar, pode pesquisar-se por produto, material ou processo.
 
No cabeçalho do blog de materiais e processos da Industrial Designers Society of América está escrito: “Helping Designers learn how to actually make the stuff they design”. Não é preciso acrescentar mais nada.

Azom significa "livraria de materiais de A a Z". A pesquisa pode ser feita por materiais, aplicação, indústria ou fornecedor.

Neste site, a ferramenta Material Explorer (registo gratuito) permite pesquisar também por qualidades sensoriais e propriedades técnicas.

Estes senhores definem-se com uma loja de materiais à espera das nossas ideias. Grande variedade de materiais agrupados de forma lógica e de procura fácil, só é pena estarem na Alemanha.

Bio + Polymer = bio polímeros agrupados por matéria prima e outros dados interessantes.

Outra empresa interessada em oferecer serviços de consultoria em materiais. O melhor deste site é o blog onde em torno dos materiais se cruzam Design e sustentabilidade.

O conceito “Craddle to Craddle” (em oposição a “Craddle to Grave”) significa, nas palavras destes senhores “Using biological and technological nutrient cycles, the right materials are brought to the right place at the right time”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sobre bicicletas


Sempre que aparece uma nova proposta de “mobilidade urbana”, ocorre-me que por cá (por razões que encheriam vários posts) a bicicleta só serve para passeios de domingo à tarde e está muito longe de ser a solução óbvia que praticamente toda a Europa já descobriu e adotou para o seu dia a dia.

A bicicleta não é um Design estagnado (não existe tal coisa), o processo continua.
Quem se quiser integrar nesse processo pode começar a pesquisa pelo blog Cozy Behive que reúne uma quantidade impressionante de informação técnica sobre Design de bicicletas.

Na foto, bicicleta de madeira Renovo.

O calo do lápis


 O lápis como o conhecemos hoje (um núcleo de grafite entre duas metades de madeira coladas) foi criado por Ebenezer Woods que teve ainda a ideia de lhe dar a forma hexagonal. O lápis reinventado era mais fácil, barato e rápido de produzir e tinha o dom de não rolar para o chão.
Woods não era propriamente um homem de negócios nato e a patente foi registada por Eberhard Faber (Faber-Castell).

Isto a propósito de um comentário recente sobre o facto de alguns de nós terem um calo no dedo médio devido a muitos anos de uso de lápis ou caneta. Agora que o computador é o instrumento de escrita universal, seremos a ultima geração que padece desta malformação? Talvez.

Esqueçam a Faber (ou a Staedtler) e visitem a Viarco.
Sobre patentes e Design.
Caneta Penagain, escrita sem calos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Universal Principles of Design, Revised and Updated


Em 2010 o livro “Universal Principles of Design” foi revisto e atualizado. Deixaram de ser apenas “100 ways to enhance usability, influence perception, increase appeal, make better Design decisions, and teach through Design” e passaram a ser “125 ways to enhance usability, influence perception, increase appeal, make better Design decisions, and teach through Design”.

Ou seja, mais 25 “ways”.

Em papel ou e-book a partir do site da Rockport Publishers.
William Lidwell também é consulta obrigatória no seu Tweeter e em “Deconstructing Design”.